Animalismo sobre identidade pessoal é a posição segundo a qual uma pessoa humana é apenas um organismo humano vivo ou um animal humano, em oposição às posições que sustentam que as condições persistentes das pessoas são psicológicas em seu caráter, e não biológicas, e que afirmam que uma pessoa é distinta do seu corpo vivo. Em defesa a tal posição, animalistas levantam a plausibilidade de que nós existimos como um embrião humano, algumas semanas antes de nos tornarmos sujeitos de estados mentais conscientes, e que podemos continuar existindo por um período de tempo após depois que deixarmos de ser um tal sujeito. Contra os animalistas, pode ser observado que se nossos cérebros, intactos e em funcionamento, fossem transplantados para outro animal humano, iríamos adquirir um novo corpo ao invés de outra pessoa (leia-se corpo) receber um novo cérebro. Porém, o animalista pode concordar com isso, afirmando que nesse caso o animal que somos é primeiro reduzido ao tamanho do seu cérebro e então provido com um novo conjunto de partes corporais.
Bibliografia:
- Eric Olson, The Human Animal (Cambridge, 1997).
Referência online:
- Eric Olson, “Personal Identity“, seção 7, The Stanford Encyclopedia of Philosophy.
P.S.: Uma observação interessante que pode trazer luz ao fato de quão pouco o debate contemporâneo sobre identidade pessoal faz parte do contexto filosófico lusófono: a procura por “identidade pessoal” animalismo no Google na data presente retorna 5 resultados, nenhum dos quais é um tratamento minimamete satisfatório do assunto dessa postagem. A mesma procura traduzida para o inglês, i.e. “personal identity” animalism retorna 1060 resultados. Sem querer posso estar até mesmo criando um neologismo técnico.
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